No dia 23 de Fevereiro de 1685, nasceu, em Halle an der Saale, o compositor Georg Friedrich Haendel, que, tendo nascido na Alemanha, passou pela Itália e foi viver para Londres, onde foi objecto de elevadíssima estima do povo britânico. Foi consagrado como um dos maiores compositores do seu tempo.
O seu pai queria que ele fosse advogado. Contudo,
ao observar o interesse do filho pela música, que estudava em segredo, mudou de
ideias e dispôs-se a financiar o estudo da música. Assim, Haendel tornou-se
aluno do principal organista de Halle e, aos dezassete anos, foi nomeado
organista da catedral calvinista. Em 1703, foi para Hamburgo, onde foi admitido
como violinista e clavicordista da orquestra da ópera e estreou a sua primeira
ópera, Almira, em 1705. Depois de Hamburgo, deslocou-se até Itália, onde
conheceu os grandes músicos do seu tempo: Corelli, Scarlatti e Pergolesi. Nesta
altura já era considerado um génio. De Itália data o primeiro conjunto de
"concerti grossi" do compositor. Em 1710 entra ao serviço da corte de
Hanover, mas, no mesmo ano, foi convidado a ir para Londres, para escrever uma
ópera (Rinaldo).
Como tinha compromissos com Hanover, pediu ao príncipe para fazer uma curta viagem
a Londres. A autorização tardou, mas quando a obteve, foi para Londres para
nunca mais voltar. Como é óbvio, o príncipe não ficou nada satisfeito e Haendel
teria, mais tarde, problemas quando, por ironia do destino, o príncipe, que tão
astutamente tinha enganado, ascendeu ao trono de Inglaterra. Em Londres, daria
início a um período de 35 anos de grande sucesso na sua carreira. Recebeu a
missão de criar um teatro real de ópera, que também viria a ser conhecido como
a Royal Academy of Music. Foram escritas 14 óperas para essa academia, entre
1720 e 1728, o que conferiu a Haendel uma grande fama em toda a Europa. A
partir de 1740, dedicou-se mais à composição de oratórias, entre as quais “O
Messias” e “Judas Macabeu”.
Consagrado como um ídolo do panorama musical inglês, faleceu no dia 14 de Abril
de 1759, em Londres, oito anos após ter ficado cego do olho esquerdo e, mais
tarde, de ambos.
"Hallelujah",
da oratória “Messias”, de Haendel
Academia de Música Antiga
Coro da Abadia de Westminster
Maestro: Christopher Hogwood
Academia de Música Antiga
Coro da Abadia de Westminster
Maestro: Christopher Hogwood
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