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sábado, 10 de maio de 2014

Peter Maag - Maestro suíço

No dia 10 de Maio de 1919 nasceu em St. Gallen, na Suiça, o maestro Peter Maag.


O pai era ministro da igreja luterana e a mãe, violinista. Frequentou universidades em Zurique, Basileia e Genebra. Estudou piano e teoria musical em Zurique e continuou os estudos de piano, em Paris. Os seus mentores em direcção de orquestra foram Ernest Ansermet e Wilhelm Furtwängler. Maag descreveu a sua associação com este último como sendo a mais importante da sua vida. Actuou como pianista num concerto dirigido por Furtwängler e, depois do concerto, Furtwängler aconselhou-o a seguir a carreira de maestro.
Entre 1943 e 46 Peter Maag foi director do Teatro Biel-Solothurn, na Suiça, enquanto era assistente de Furtwängler. Foi também assistente de Ernest Ansermet, na Orchestre de la Suisse Romande. Entre 1952 e 1961 foi maestro de várias orquestras na Europa e Estados Unidos. A partir de 1962, e durante dois anos, retirou-se num mosteiro budista, perto de Hong Kong. Em 1964, regressou à profissão de maestro, dirigindo orquestras um pouco por todo o mundo. Veio a falecer na cidade italiana de Verona, no dia 16 de Abril de 2001.
1º andamento da Sinfonia nº 103, de Haydn
Orquestra da Suiça Italiana
Maestro: Peter Maag

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Oratória “A Criação”, de Haydn

No dia 2 de Abril de 1798 realizou-se, no Palácio de Schwarzenberg, em Viena, a estreia da oratória “A Criação”, do compositor Franz Joseph Haydn.

“A Criação”, composta entre 1796 e 1798, celebra a criação do mundo, baseando-se no Livro do Génese, da Bíblia. A inspiração de Haydn veio das visitas que fez a Inglaterra durante os anos de 1791 a 1795, onde ouviu oratórias de Händel, interpretadas por grandes orquestras. “A Criação” é um profundo acto de fé de um compositor profundamente religioso, que, no fim de cada obra que completava, escrevia sempre “Louvado seja Deus”. Mais tarde, Haydn viria a afirmar: “Nunca me senti tão devoto como quando estava a trabalhar na ‘Criação’. Todos os dias me ajoelhava e pedia a Deus para me dar força para acabar a obra.” A composição desta obra demorou cerca de ano e meio. Foi a obra a que Haydn dedicou mais tempo, explicando: “Demorei muito tempo porque tenho esperança que dure por muito tempo”.
De facto, Haydn trabalhou neste projecto até ao ponto de exaustão e foi abatido pela doença, depois de dirigir a orquestra, no dia da estreia. Os bilhetes para a primeira apresentação pública da Oratória “A Criação” em Viena, no dia 19 de Março de 1799, esgotaram-se com muito tempo de antecedência. Haydn assistiu pela última vez à “Criação”, no dia 27 de Março de 1808, um ano antes de morrer: o idoso e doente compositor foi carregado para fora do teatro, com honras, numa cadeira de braços. Ouviu-se um aplauso espontâneo da audiência e o “Papá” Haydn, num gesto típico, apontou para cima e disse: “Não é minha. Tudo vem lá de cima”.
Excerto da oratória “A Criação”, de Haydn
Soprano: Judith Blegen
Tenor: Thomas Moser
Baixo: Kurt Moll
Coro de Orquestra da Rádio da Baviera
Maestro: Leonard Bernstein

segunda-feira, 31 de março de 2014

Franz Joseph Haydn - O pai da sinfonia clássica e do quarteto de cordas

No dia 31 de Março de 1732 nasceu em Rohrau, uma aldeia do sul da Áustria, o compositor Franz Joseph Haydn.


Desde muito cedo os pais de Haydn aperceberam-se dos dotes musicais do filho e, compreendendo que se ficasse em Rohrau não poderia desenvolver-se no mundo da música, deixaram-no ir viver com Johann Franck, mestre de capela em Hainburg. Tinha seis anos de idade e nunca mais voltou a viver com os pais.
A vida na casa de Franck não foi fácil. Passou fome e humilhações, mas aprendeu a tocar cravo e violino e, como tinha uma bela voz infantil, começou a cantar na secção de soprano no coro da igreja. Em 1740, Georg von Reutter, director de música na catedral vienense de Santo Estêvão, impressionou-se com a musicalidade de Haydn e levou-o para Viena, onde trabalhou durante os nove anos seguintes como cantor.
Em 1749, com 18 anos, deixou de ter voz para cantar e foi expulso. Sem trabalho e na pobreza, chegando mesmo a dormir na rua, foi lançado na boémia vienense, como músico ambulante. Durante este período, que durou cerca de dez anos, Haydn acabou por penetrar nos meios intelectuais e desenvolveu várias actividades, entre as quais, a de secretário do então famoso compositor italiano Nicola Porpora, com quem acabou por aprender os fundamentos de composição.
Por volta de 1781, conheceu e estabeleceu uma sólida amizade com Wolfgang Amadeus Mozart. Haydn, que era 24 anos mais velho que Mozart, considerava-o um génio e, por sua vez, Mozart venerava Haydn como modelo e mestre e chamava-lhe “papá”, “guia” e “melhor amigo”.
Durante grande parte do séc. XIX e da 1ª metade do séc. XX, houve a ideia de que Haydn teria sido pouco mais que um percursor de Mozart e Beethoven. Tocavam-se algumas das suas sinfonias (mais de cem), quartetos de cordas, sonatas para piano e outras obras, mas ignorava-se a maior parte da sua música. Mas hoje é unanimemente reconhecida toda a sua imensa originalidade e a influência que exerceu nos músicos da posteridade.
A partir de 1802, Haydn começa a dar sinais de debilidade física e fica impossibilitado de compor. Veio a falecer na sua casa, em Viena, no dia 31 de Maio de 1809, durante um violento bombardeamento, na véspera da tomada de Viena pelo exército de Napoleão.
1º andamento do Concerto para trompete e orquestra, de Haydn
Orquestra Filarmónica de Munique
Trompete: Maurice André