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quarta-feira, 18 de junho de 2014

Paul McCartney - Cantor, multi-instrumentista e compositor britânico

No dia 18 de Junho de 1942 nasceu em Liverpool, na Inglaterra, o cantor, guitarrista, pianista e compositor Paul McCartney.


Nasceu no Hospital de Liverpool, onde, alguns anos antes, a sua mãe tinha trabalhado como enfermeira na maternidade. Aos onze anos, Paul matriculou-se no Instituto de Liverpool. Foi no autocarro, a caminho da escola, que conheceu George Harrison. Aos 14 anos, perdeu a mãe. O pai era vendedor de algodão, mas tocava trompete e piano e teve uma banda de dança de salão nos anos 20. Após a morte da mulher, começou a incentivar o filho a interessar-se pela música, comprando-lhe um trompete. Mas Paul não se mostrou muito interessado. O seu interesse pela música só começou quando o “skiffle”, um tipo de música folk com influência de jazz, blues e country, se tornou popular na Inglaterra.
Em 1957, então com quinze anos, conheceu John Lennon, ao assistir ao espectáculo de uma banda chamada Quarrymen, num subúrbio de Liverpool. No início, a tia de John não concordou com a amizade dos dois porque era oriundo da classe operária. Ao ver uma actuação de McCartney, Lennon convidou-o para fazer parte da banda e, em 1958, McCartney convenceu Lennon a aceitar George Harrison na banda. Os Quarrymen mudaram de nome várias vezes, até que adoptaram o nome… The Beatles.
Em 1966, os Beatles, no auge da fama, pararam de fazer espectáculos ao vivo. No mesmo ano, Paul McCartney desenvolveu um projecto musical a solo, em que compôs a banda sonora de um filme, pelo qual ganhou o prémio de melhor tema instrumental. No dia 10 de Abril de 1970, McCartney anunciou publicamente o fim dos Beatles, em entrevista colectiva, e anunciou o lançamento de seu primeiro álbum a solo. Embora eles já não quisessem continuar juntos, a entrevista antecipada de Paul, sem o consentimento dos outros membros do grupo, gerou mágoas a ponto de ser acusado de traidor.
Tal como os outros três membros dos Beatles, McCartney foi agraciado, em 1966, como Membro do Império Britânico. Porém, é o único membro do grupo a ostentar o título de "Sir", honra que lhe foi concedida pela Rainha, em 1997.
No dia 2 de Junho de 2010, o presidente americano Barack Obama prestou-lhe homenagem, numa solenidade na Casa Branca, em Washington, pela sua contribuição para a música e canção popular. No dia 9 de Fevereiro de 2012, foi-lhe atribuída uma estrela na Calçada da Fama, em Hollywood, sendo o último ex-Beatle a receber esta homenagem.
Paul McCartney desenvolveu outros interesses fora do rock. Em 1991, lançou o seu primeiro álbum de música clássica, a oratória Liverpool. Em 1997, lançou o seu segundo álbum clássico. Em 2006 foi a vez do lançamento de Ecce Cor Meum, uma peça de música coral, que inclui um coro de crianças.

Excerto da oratória “Liverpool”, de Paul McCartney

Soprano: Kiri Te Kanawa
Tenor: Jerry Hadley
Mezzo-soprano: Sally Burgess
Coro e Orquestra Filarmónica Real de Liverpool
Maestro: Carl Davis

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Cecilia Bartoli – Mezzo-soprano italiana

No dia 4 de Junho de 1966 nasceu, em Roma, a mezzo-soprano Cecilia Bartoli que, ao contrário da maioria dos cantores líricos, se tornou mundialmente célebre muito jovem, ainda antes de atingir os vinte anos de idade.


Recebeu instrução vocal no Conservatório de Santa Cecilia. Os seus pais, eles próprios cantores profissionais, desempenharam também um papel muito importante na sua educação musical. Os primeiros tempos de carreira incluíram colaborações com Herbert von Karajan, Daniel Barenboim e Nikolaus Harnoncourt. Desde então tem trabalhado com muitos outros maestros de renome.
Cecilia Bartoli dedica-se, principalmente, à área da Música Antiga, para a qual tem insistentemente chamado a atenção do público com cada vez mais entusiasmo. As suas interpretações de Scarlatti, Paisiello, Caldara, Caccini, Vivaldi e Gluck têm ajudado a criar um novo público para este repertório, um pouco por todo o mundo. Este interesse crescente na Música Antiga tem levado à sua colaboração com grandes orquestras especializadas neste período.
“Halleluia”, do moteto “Exsultate Jubilate”. de Mozart
Mezzo-soprano: Cecilia Bartoli
Maestro: Riccardo Muti

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Requiem, de Verdi

No dia 22 de Maio de 1874 Giuseppe Verdi subiu ao pódio, na capela de S. Marcos, em Milão, para dirigir a orquestra na estreia da sua Missa de Requiem.


Verdi escolheu esta data para a estreia do Requiem, para comemorar o primeiro aniversário da morte de Alessandro Manzoni, um poeta e romancista italiano muito admirado pelo compositor e com quem se tinha encontrado em 1868. A peça também é, por vezes, referida como Manzoni Requiem. Foi escrita para quatro cantores solistas, coro duplo e grande orquestra.
O Requiem obteve sucesso imediato. Teve sete representações na Opéra Comique, em Paris. Em Veneza, foi feita uma impressionante decoração eclesiástica Bizantina para a sua apresentação. Foram ouvidas versões com acompanhamento de quatro pianos ou conjunto de metais. Mais tarde desapareceu do repertório coral, mas nos anos trinta, do séc. XX, ressurgiu e é, hoje, um marco para qualquer coro.
“Dies Irae”, do Requiem, de Verdi
Baixo: Roberto Scandiuzzi
Mezzo-soprano: Luciana D'Intino
Coro e Orquestra Filarmonia
Coro da Orquestra Sinfónica da Cidade de Birmingham
Maestro: James Levine

domingo, 16 de março de 2014

Christa Ludwig - Mezzo-soprano alemã

No dia 16 de Março de 1928 nasceu, em Berlim, no seio de uma família musical, a mezzo-soprano alemã Christa Ludwig, já aposentada, e cuja carreira se expandiu desde a década de 1940 até ao início dos anos 90, do séc. XX.


A primeira professora de canto de Ludwig foi a sua própria mãe. Estreou-se em 1946, com dezoito anos, na ópera “O Morcego”, de Johann Strauss, em Frankfurt, onde cantou até 1952, ano em que se tornou membro da Ópera de Darmstadt. Em 1954 e 55, cantou na Ópera Estatal de Hannover. Também trabalhou na Ópera Estatal de Viena, em 1955, onde se tornou a principal artista e actuou durante mais de trinta anos. Em 1954, estreou-se no Festival de Salzburgo, onde apareceu regularmente até 1981. Estreou-se no Festival de Bayreuth em 1966.
Em 1960, Christa Ludwig interpretou Adalgisa, ao lado de Maria Callas, na ópera “Norma” de Bellini. Em 1959 estreou-se nos Estados Unidos, na Ópera Lírica de Chicago e, no mesmo ano, fez a sua estreia no Metropolitan, onde actuou cento e vinte e uma vezes, até 1993. No Royal Opera House, Covent Garden, em Londres, apareceu pela primeira vez, em 1969. A última actuação de Christa Ludwig foi na Ópera Estatal de Viena, em 1994, na interpretação de Elektra, de Richard Strauss.
Ária "Mon coeur s'ouvre a ta voix", da ópera “Sansão e Dalila”, de Saint-Saens
Mezzo-soprano: Christa Ludwig