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terça-feira, 24 de junho de 2014

Pierre Fournier – “O aristocrata dos violoncelistas”

No dia 24 de Junho de 1906, nasceu, em Paris, o violoncelista francês Pierre Fournier, considerado “o aristocrata dos violoncelistas”, devido à sua elegante musicalidade e imponente som.


Filho de um general do exército francês, Pierre Fournier foi ensinado pela mãe a tocar piano. Mas, ainda em criança, teve poliomielite e perdeu destreza nos pés e pernas. Tendo dificuldades com os pedais do piano, virou-se para o violoncelo.
Licenciou-se no Conservatório de Paris com a idade de 17 anos, em 1923. Foi aclamado como “o violoncelista do futuro” e ganhou fama pelo seu virtuosismo e técnica do arco. Tornou-se muito conhecido quando tocou com a Orquestra dos Concertos Colonne, em 1925.
Fez digressões por toda a Europa, tocando com muitos dos mais famosos músicos do seu tempo.
Foi professor na École Normale de Musique, em Paris e no Conservatório de Paris, de 1937 a 1949. Em 1948, fez a primeira digressão pelos Estados Unidos, onde actuou, com muito sucesso, em Nova Iorque e Boston.
A partir de 1956, começou a residir na Suiça, embora nunca tenha renunciado à cidadania francesa. Dava aulas privadas de violoncelo, na sua casa, em Genebra. Um dos seus alunos fo o violoncelista inglês Julian Lloyd Webber. Em 1963, foi feito membro da Legião de Honra.
Pierre Fournier continuou a actuar em público até dois anos antes da sua morte, que ocorreu no dia 8 de Janeiro de 1986.

Suite nº 1, para violoncelo, de Johann Sebastian Bach
Violoncelo: Pierre Fournier

quinta-feira, 27 de março de 2014

Mstislav Rostropovich – Violoncelista e maestro russo

No dia 27 de Março de 1927 nasceu, em Baku, capital do Azerbaijão, o violoncelista e maestro russo Mstislav Rostropovich.


Começou a aprender piano aos quatro anos e, aos oito, o pai foi o seu primeiro professor de violoncelo. Teve uma passagem brilhante pelo Conservatório de Moscovo: o jovem Slava, nome pelo qual Rostropovich era conhecido pelos amigos, foi aluno de Prokofiev e Shostakovich, ganhou concursos e figurou em circuitos de programação.
É quase unanimemente apontado como o maior violoncelista do séc. XX, com uma “aura” a que só se compara a do mítico catalão Pau Casals. Deu-se mal com o regime soviético: depois da contestação que fez ao regime, a propósito dos direitos humanos e do seu apoio a dissidentes (como o escritor Aleksandr Solzhenitsyn) fugiu da União Soviética, onde só regressou na “era Gorbachev” – e como cidadão americano. Tinha perdido a nacionalidade soviética em 1978, quatro anos depois de ter fugido.
Dedicando-se cada vez mais à direcção de orquestra, assumiu, em 1977, a da Orquestra Sinfónica Nacional, de Washington, integrando no seu repertório obras do século XX, muitas compostas para ele. Disso são exemplos as obras de compositores como Benjamin Britten, Sergei Prokofiev ou Dmitri Shostakovich. Rostropovich actuou com frequência em duo com músicos lendários como Yehudi Menuhin, Vladimir Horowitz ou David Oistrak, em diversos palcos internacionais, entre os quais figuram, desde 1990, os de alguns países do Leste Europeu. Mstislav Rostropovich faleceu no dia 27 de Abril de 2007, em Moscovo.

Prelúdio da Suite nº 1, para violoncelo, de Johann Sebastian Bach
Violoncelo: Mstislav Rostropovich

domingo, 29 de dezembro de 2013

Pablo Casals - Violoncelista e maestro catalão

No dia 29 de Dezembro de 1876, nasceu, em El Vendrell, na Catalunha, o violoncelista e maestro catalão Pau Casals.


Ironicamente, tornou-se conhecido internacionalmente pelo seu nome em castelhano, Pablo. Embora tivesse sido um grande incentivador da luta contra a ditadura de Francisco Franco e o domínio nazi, o nome imposto pelo regime franquista ficou gravado. Demonstrou talento desde pequeno, obtendo fama internacional ainda jovem. Centralizando as suas actividades de músico em Paris, percorreu a Europa e os Estados Unidos, promovendo concertos e recitais. Fundou uma orquestra em Barcelona, actuando também como maestro.
Por ser ardente patriota e republicano, Pablo Casals recusou-se a viver sob a ditadura de Franco e exilou-se na França. Contudo, o amor pela pátria levou-o a morar em Prades, uma pequena cidade no sul da França, no sopé dos Pirinéus, não muito longe da sua terra natal. Quando eclodiu a Segunda Guerra Mundial, continuou a sua resoluta oposição ao governo franquista, combatendo também os fascistas alemães e italianos que apoiavam Franco. Os nazis ameaçaram-no, tentando suborná-lo, mas ele manteve-se firme nas suas convicções e ajudou os refugiados da Espanha fascista. Quando a guerra terminou muitos músicos foram a Prades estudar com Casals. Morreu em San Juan de Porto Rico, no dia 22 de Outubro de 1973.
Suite nº 1, BWV 1007, para violoncelo, de Johann Sebastian Bach
Violoncelista: Pablo Casals