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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

A Valsa, de Maurice Ravel

No dia 12 de Dezembro de 1920, nos Concertos Lamoureux, em Paris, foi estreada, em versão orquestral, a obra de Maurice Ravel conhecida como “La Valse”. A direcção de orquestra esteve a cargo de Camille Chevillard.


Como balé, foi encenada, pela primeira vez, no dia 23 de Maio de 1929, na Ópera de Paris, tendo como bailarina Ida Rubinstein.
“La Valse” é uma obra orquestral concebida como uma homenagem em forma de apoteose à valsa vienense. É classificada pelo compositor como "Poema Coreográfico", devido ao seu desejo de vê-la como um bailado. Ravel chegou a apresentá-la ao empresário Serguei Diaghilev em 1919, mas este considerou que a obra não era apropiada para um bailado.
Maurice Ravel já tinha pensado, por volta de 1909, em compor uma obra em homenagem à valsa de Viena. Seria uma obra dotada de romantismo, bem ao espírito da época. No início de 1916, alistou-se no exército, interrompendo assim a sua produção musical. Só em 1919 se voltou a dedicar à composição de “ La Valse”.
Como indicação para uma montagem coreográfica, no prefácio da partitura, o compositor escreveu:
"Através de nuvens em turbilhão, são vistos, aqui e ali, pares que dançam a valsa. A névoa dissipa-se gradualmente, distinguindo-se um imenso salão povoado por uma multidão que baila. A cena torna-se cada vez mais iluminada. As luzes dos candelabros acendem-se (…). Encenada na corte imperial, por volta de 1855."
Devido aos horrores da guerra que Ravel presenciou, a obra perdeu parte do romantismo que, inicialmente, tinha concebido. O ritmo de valsa é misturado com imagens musicais, por vezes caóticas e muitas vezes nervosas.
A Valsa, de Ravel
Orquestra Nacional de França
Maestro: Leonard Bernstein

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Hector Berlioz – Compositor francês


No dia 11 de Dezembro de 1803 nasceu, perto de Grenoble, o compositor francês Hector Berlioz, cuja vida, passada entre sucessos e tormentos, faz jus à ideia de que o artista é sempre um sofredor.

É um dos mais vivos símbolos do artista romântico, com toda a grandeza que o romantismo implica nos homens da arte e da cultura do séc. XIX: Génio assombrosamente original, vida cheia de contratempos, amores obsessivos e perniciosos, talento oscilando entre a obra genial e a incompreensão de quase todos.
Quis aprender música enquanto jovem, mas a família mandou-o estudar medicina. Só aos 22 anos conseguiu entrar no Conservatório, mas teve de concorrer 4 vezes ao Prémio de Roma para conseguir vencê-lo. Apaixonou-se perdidamente pela actriz irlandesa Harriet Smithson, mas só depois de seis anos de sofrimento casou com ela… e depois foram os dois infelizes.
Uma das suas principais obras, “A Morte de Cleópatra”, foi a última das três tentativas falhadas para ganhar o Prémio de Roma. O júri recusou energicamente atribuir-lhe o prémio, para não mostrar apoio oficial a um jovem que revelava “tendências tão perigosas…”
Do longo padecimento amoroso pela actriz Harriet Smithson nasceu a obra-prima de Berlioz: a “Sinfonia Fantástica”. A intenção era descrever aquele amor obsessivo, em que a amada aparece e reaparece em cada andamento, como o que o próprio compositor admitiu ser uma “ideia fixa”.
2º andamento da “Sinfonia Fantástica”, de Berlioz
Orquestra Nacional de França
Maestro:Leonard Bernstein